| Título | Nas Telas do Infinito |
|---|---|
| Médium / autor | Yvonne A. Pereira |
| Espírito autor | Bezerra de Menezes e Camilo Castelo Branco |
| Editora | FEB |
| Gênero | Romances mediúnicos |
| Nível de leitura | Intermediário |
| Linha | Espírita (kardecista) |
Nota do Diário Espírita: ★★★½☆ 3,5/5 · como avaliamos
Duas narrativas comoventes, bem ligadas à ideia de reencarnação e de causa e efeito, e fáceis de ler em poucas noites. Fica com 3,5 porque são histórias de enredo, não de estudo: o leitor iniciante vai gostar mais depois de conhecer o básico da Codificação, e quem procura o fôlego de Memórias de um Suicida vai achar este livro menor.
Você já terminou uma história e ficou pensando em uma pessoa da sua própria vida, alguém que carrega um peso que parece não ter explicação?
Do que o livro trata
Nas Telas do Infinito reúne duas narrativas curtas, recebidas pela médium Yvonne A. Pereira e publicadas pela FEB. Cada uma é atribuída a um Espírito diferente, e o livro se divide nelas: “Uma história triste” e “Tesouro do castelo”.
Na primeira, atribuída a Bezerra de Menezes, a cena é uma comunidade pobre do Rio de Janeiro do século XIX. Conhecemos Palmira, uma mulher que busca reparar erros do passado e que, aos poucos, se firma em gestos de renúncia e paciência.
Na segunda, atribuída a Camilo Castelo Branco, o cenário muda para Portugal, no ano de 1640. É uma história de época, e o castelo do título faz parte do enredo.
As duas narrativas têm o mesmo fio: o amor e a bondade como companhia de quem quer melhorar-se por dentro.
Por que ler
- Para entender causa e efeito pela história, não pela teoria. O livro prefere contar a explicar, e a gente tira as conclusões sozinho.
- Para uma leitura curta. São duas histórias, não um tijolo de quinhentas páginas. Dá para ler em poucas noites, com calma.
- Para conhecer Yvonne Pereira por outra porta. A autora é lembrada sobretudo por Memórias de um Suicida. Aqui ela aparece em narrativas breves.
- Para o consolo de quem sofre. Segundo a apresentação da obra, o objetivo é consolar e alertar quem passa por provações duras.
Ligação com a Codificação
O livro gira em torno da reencarnação e da lei de causa e efeito, temas que Kardec trabalha na parte segunda de O Livro dos Espíritos, no capítulo sobre a pluralidade das existências. Se a leitura despertar a curiosidade, vale abrir esse capítulo logo depois, para ver o princípio explicado com as palavras do Codificador.
Para quem é indicado
É uma boa porta para quem já leu um primeiro livro espírita e quer entender, num enredo, como as existências se ligam. Também serve a quem vive uma prova difícil e precisa de uma leitura que não prometa solução fácil, mas mostre caminhos de paciência.
Para quem nunca abriu um livro espírita, talvez seja melhor começar por uma obra mais simples e voltar a este depois.
Um cuidado na leitura
As duas narrativas são mediúnicas e têm cenas e personagens que pertencem ao enredo de cada Espírito. São relatos para inspirar e consolar, não regras sobre como cada pessoa vive a própria história. Ninguém deve olhar para o sofrimento de outra pessoa e concluir “foi por causa disso”. Kardec nos ensina a estudar com humildade, e a Doutrina não nos dá esse tipo de certeza sobre a vida alheia.
Se você gostou, leia também
Da mesma médium, Memórias de um Suicida é bem maior e mais pesado, e trata dos que tiraram a própria vida. Já Nosso Lar, de André Luiz, é um bom passo para quem quer saber como é a vida depois da morte.
Uma sugestão para hoje: depois de ler a primeira história, pare e pense em alguém que anda carregando um peso. Hoje mesmo, mande uma mensagem a essa pessoa, sem conselhos, só para dizer que lembrou dela.
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