Imagem: Ioannis Ioannidis / Pexels
“O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir.”
— Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 4
Quando nos sentimos feridos por palavras ásperas ou atitudes injustas, o primeiro impulso costuma ser a mágoa ou o revide. No entanto, a Doutrina Espírita nos ensina que cada um oferece apenas o que traz em si. Quem ofende revela, quase sempre, suas próprias dores e imaturidades espirituais. Compreender isso não significa ser conivente com o erro, mas reconhecer que a nossa paz não precisa depender das tempestades alheias.
Elevar o pensamento é um exercício diário de desapego do orgulho. Ao nos colocarmos acima das pequenas afrontas cotidianas, protegemos o coração de amarguras que pesam na alma e atrasam nossa caminhada evolutiva. O esquecimento das ofensas liberta tanto a quem perdoa quanto a quem errou, dissipando sombras e abrindo espaço para a verdadeira fraternidade.
Hoje, se alguém contrariar suas expectativas ou lhe dirigir alguma indelicadeza, respire fundo e silencie. Envolva mentalmente essa pessoa em uma prece fraterna e siga adiante com sua luz intacta, escolhendo manter a tranquilidade como guia dos seus passos.
Para refletir
- Que mágoa antiga você ainda carrega e que já não serve para nada?
- Quando alguém te fere, o que costuma ajudar você a respirar antes de reagir?
- Perdoar, para você, é esquecer ou é deixar de viver preso ao episódio?
Como aplicar hoje
- Escolha uma ofensa pequena, de hoje ou de ontem, e decida deixá-la ir embora sem comentar com ninguém.
- Faça uma prece curta por quem te magoou, desejando a essa pessoa o mesmo sossego que você quer para si.
- Se o assunto pedir conversa, espere a calma chegar e fale com gentileza, sem acusar.
Perdoar não é dizer que estava certo o que doeu. É não deixar que a dor decida o seu dia. Se hoje não for possível por inteiro, comece por um pedacinho.
Texto conferido em kardecpedia.com.
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